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4 aprendizados profissionais com Beyoncé

23/04/2019

Não, você não leu errado. Vamos falar da diva bey e como podemos aprender com a postura e comunicação dela. Nós, psicólogos, podemos e devemos nos inspirar em outros profissionais e em outras referências.


Mesmo que você não curta esse estilo de música, vale a pena conferir o filme-documentário chamado Homecoming que está disponível no Netflix. Tanto pela apresentação, pela dança, pela dedicação, pela humanidade, pela parceria com os dançarinos e por aí vai.

Este foi um tributo a cultura afro-americana e tem vários hits, mensagens e intimidade da cantora. Realmente vale a pena conferir.

Assisti esses dias e fiquei bem impactada. Por ser uma fã e por ver algumas ações com intenções bastante inteligentes e coerentes com a cantora. Tudo estava alinhado. Tudo fazia muito sentido. E quando faz sentido, a gente se conecta e se emociona.

Quero compartilhar com você alguns aprendizados que consegui tirar 🙂

Então vamos lá.

Mostre um pouco dos seus bastidores.

Foram quatro meses de ensaios. Toda uma equipe para coordenar e passos para aprender. Fora o treino vocal. Muitos detalhes que Beyonce e sua equipe dão conta de uma maneira impecável.

O aprendizado aqui é: quando você não mostra ou comunica os bastidores e a dedicação que você tem empenhado em algum projeto, as pessoas vão enxergar apenas o que deu certo. Ninguém vai ter noção dos sacrifícios que são feitos para “chegar lá”. E mostrar isso de uma maneira real é um caminho ótimo para uma comunicação mais transparece e verdadeira.

Outro ponto importante aqui é perceber o quanto beyoncé treinou e se preparou para se lançar nesse projeto. Gente, foram QUATRO meses de ensaios. E tudo isso foi com menos de um ano que ela teve seus filhos gêmeos! Então imagina ter que se dividir entre a maternidade e esse projeto…. Claro, que são escolhas. Nem todo mundo optaria pelo trabalho e estilo de vida dela. Mas o ponto chave aqui é: Se preparar para gerar um ótimo resultado é o mínimo que podemos fazer.

OBS: Lembrando aqui que ficar paralisado só planejando também não é ideal. Precisamos ter um tempo para se preparar, ter ações que estejam de acordo com esse projeto e depois se lançar.

Identidade visual

Desde as roupas, as cores e os efeitos visuais, Beyoncé deixa claro o seu glamour e mensagem. Muitos a chamam de Queen B. E não é a toa. Toda sua postura e imagem estavam alinhados com isso. Inclusive ela entra no palco com uma roupa bem estilo “sou rainha mesmo”.

No lado de cá, a gente pode refletir sobre nossa coerência nas redes sociais. Como está nossa imagem. Como está nossa aparência. Será que tudo isso passa os seus valores? Passa o tom que você deseja passar?

O que pode ser melhorado dentro da sua realidade? São reflexões que vão desde a nossa aparência até a identidade visual da nossa marca.

Não esqueça suas raízes e as causas que você apoia.

Neste documentário, tiveram grandes participações como de seu marido, Jay-Z, da irmã, Solange Knowles, e de suas ex-colegas do grupo Destiny’s Child, Kelly Rowland e Michelle Williams.

Beyoncé faz questão de mostrar sua família. Dá grande destaque a sua banda e também aos dançarinos. É notório que ela honra a todos com essa atitude.

Com essa atitude, ela dá apoio e visibilidade para outras pessoas. Além de sempre ressaltar suas origens, as pessoas que vieram antes dela e toda a cultura que ela carrega. Tudo isso fica em evidência e é proposital.

Porque, nós em quanto profissionais, não podemos também mostrar esse reconhecimento? Seja falando de uma história da sua família nas redes sociais, seja compartilhando um momento de lazer com alguém que é especial para você ou até mesmo falando das causas que você apoia e acredita.

OBS: Lembre-se que no nosso caso, a gente não está necessariamente interessada em status e fama. Queremos ser reconhecidos pelo nosso trabalho e nossa maneira de fazer as coisas. Então procure sempre ligar as imagens e conteúdos com a sua atuação profissional.

Mostre suas vulnerabilidades e sirva de inspiração para outras pessoas.

Quando Beyoncé iniciou o processo de se empenhar nesse projeto com os ensaios, ela estava bem acima do seu peso (palavras dela). Além de se incomodar com o lado físico, ela também sentia que o corpo não estava respondendo como antes. E para sua performance, seria necessário estar em outro nível.

Ela chega a confessar que chegou aos 99 kg durante sua gravidez e que achou que nunca mais iria voltar a dançar.

Ela afirma: “Houve dias em que eu pensei que eu nunca mais seria a mesma. Nunca seria a mesma fisicamente, perderia a minha força e resistência […] E grande parte da coreografia requer sensações, então não é tão técnica. É a sua personalidade que dá vida a ela. E é difícil quando uma pessoa não se sente ela mesma. Tive que recuperar meu corpo dos cortes da cesárea, levei um tempo para me sentir confiante o bastante para pôr a minha personalidade nela. No começo eram tantos espasmos. Internamente, o meu corpo não estava inteiro. A minha mente não estava presente. A minha mente queria ficar com os meus filhos. O que as pessoas não veem é o sacrifício.”.

Independente de qual é o seu desafio, é possível falar disso e levar algum ensinamento. Seja de superação, seja de um caminho que deu certo para você… Se você sentir que faz sentido, compartilhe.

Mostrar um pouco sobre você e sobre seus desafios é uma maneira muito interessante de se conectar com o outro.

Moral da história…

Fica claro para mim que o grande propósito dela é deixar uma marca no mundo. É trazer alegria, dança e mensagens fortes para as pessoas. E ela consegue fazer isso de maneira impecável, não é?


E ai? Você consegue pensar nestes aprendizados e na sua realidade? Como tudo isso poderia se conectar? Que passos você já pode dar rumo a uma postura profissional mais humana e autêntica?

Ana Cecília Coelho

Ana Cecília Coelho

Psicóloga Clínica

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