Benefícios do mindfulness para terapeutas e psicólogas

Vamos descobrir como o Mindfulness pode auxiliar em nosso desempenho profissional? Lígia Lécia vem trazer reflexões muito úteis para terapeutas e psicólogas.


Os benefícios da meditação não são exclusivos somente para psicólogas ou outras profissionais da área da saúde, mas nesse texto vou falar para esse público especifico.

O trabalho do psicólogo e terapeutas diversos é ajudar a diminuir o sofrimento emocional do indivíduo, seja em um transtorno, ou em um problema comportamental, o sofrimento é natural no humano. O sofrimento vai estar ligado a algo no passado, do presente ou do futuro. Vinculado a alguma predisposição genética e a junção de outros fatores.

Para que o psicólogo ou terapeuta esteja apito a ajudar em todas essas questões ele precisa no mínimo está tentando também lidar com as próprias questões dele, afinal ele também é um ser humano e tem que se cuidar também.

Por isso a prática do Mindfulness é importante nesse processo de autoconhecimento e de busca, tanto do terapeuta como do paciente.

Entrando em um estado mais consciente

A meditação permite que nos tornemos menos reagente aos acontecimentos momentâneos, é um jeito melhor de lidar com todas as experiências da nossa vida, tanto as positivas, negativas e as neutras, causando assim uma sensação de bem-estar maior e por mais tempo.

Estar atento é, estar presente no momento do agora, e em tudo que está acontecendo e conseguir ter uma atitude mais tranquila e neutra, é estar consciente.

É difícil, pois na maior parte do tempo estamos afastados e presos em pensamentos negativos, com opiniões já formuladas sobre o assunto, e isso mostra a falta de atenção no presente.

Não é da noite para o dia que conseguimos fazer isso, e está atento em todos os momentos, na verdade nem é possível isso, pois cansa bastante a mente, mas você vai conseguir escolher quais momentos você precisará está mais presente, e isso somente com a prática diária.

Essa atenção dada a sua respiração, pensamentos e corpo vai gerar mais energia, clareza mental e alegria no seu dia a dia. E você como profissional da saúde precisa dessas habilidades para efetuar o trabalho e também para ensinar a seus pacientes como chegar nesse nível mais real de vida e menos automático.

É preciso estar atento a própria dor e com compaixão ao lidar com as emoções e situações intensas para poder olhar com outros olhos e ajudar a dor do outro. Se o terapeuta se afasta das próprias situações desagradáveis de forma negativa ele não vai conseguir trabalhar a experiência do paciente junto com ele.

Mindfulness tem tudo a ver com aceitação, que é se permitir viver a experiência do jeito que ela é e no momento que acontecer, aceitar as positivas e as negativas no momento exato em que elas aparecem. Só existe a mudança se você conseguiu identificar e aceitar determinando comportamento no momento presente.

A experiência precisa ser vivenciada para ser conhecida

Existe a prática em vários níveis de intensidade e você pode escolher a que mais se encaixa na sua vida. O mais difícil não é aprender a meditar, pois isso é bem simples, a parte mais desafiadora é a continuidade.

Para que na prática clínica, por exemplo, você possa pedir isso do paciente para que ele tenha o resultado que espera, você precisa demandar também de você mesmo.

Com o mindfulness aprendemos a lidar com nossos pensamentos frequentes, com nossas emoções e assim acontece uma mudança no comportamento. Concluindo assim que nossa vida é liquida e variável, e que tudo bem ser assim.

Referência

GERMER, Christopher K.; SIEGEL, Ronald D.; FULTON, Paul R.. Mindfulness e psicoterapia. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016.

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Ana Cecília Coelho

Ana Cecília Coelho

Mentora e psicóloga
Romae