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Guia prático para parcerias de sucesso na Psicologia

11/07/2019

Se você está pensando em estabelecer uma parceria para crescer profissionalmente, veja esse conteúdo! Existem vários aspectos importantes para não criar e nem aceitar parcerias furadas.

Vem conferir e depois me conta o que achou!


A união faz a força. A gente vive falando sobre isso, mas conheço muitos psicólogos que por medo de se expor ou ter que lidar com pessoas que não estão na mesma sintonia, acabam deixando de lado parcerias que poderiam ser mega benéficas.

Ou até mesmo o contrário: psicólogos que estão topando tudo com todo mundo, mais pelo o desespero do que por fazer sentido na estratégia…

Pensando nisso, preparei esse conteúdo completo para te ajudar a estabelecer parcerias que realmente sejam benéficas para ambos.

Percebo que nós psicólogos temos certa dificuldade em sair do nosso consultório e conversar com outros profissionais e instituições. Imagino que seja um pelo medo de ser rejeitado ou medo de propor algo que pareça bobo para o outro.

Se isolar e ter receio de conversar com outros profissionais acaba nos limitando muito! Precisamos nos fazer conhecidos. Nosso nome precisa circular por aí (de maneira positiva e com credibilidade, claro).

Precisamos estabelecer conexão com pessoas que podem nos trazer aprendizados e nos expor para ganhar mais confiança.

Deveríamos sair mais do nosso consultório confortável e ampliar nossos horizontes!

E olha, falo isso para mim também. Sei do conforto que é não se expor, mas também já experimentei parcerias que foram muito potentes e que me ajudaram a crescer de diversas formas.

Vamos entender mais desse recurso e de como podemos estabelecer parcerias confiáveis?

Parceria é uma reunião de indivíduos com interesses comuns e com objetivo de agregar valor. Ou seja, tem a ver com reciprocidade. Parcerias ganha-ganha significam uma rede de troca, onde todo mundo sai ganhando.

Busca-se somar e não subtrair.

Parceria é um recurso muito poderoso para qualquer atuação profissional. Quanto mais ampliamos nossa rede de contatos e firmamos acordos que tragam benefícios, mais visibilidade e criatividade podemos colocar em nossa carreira.

Agora com as redes sociais mais voltadas para o profissional, fica ainda mais fácil conhecer pessoas que fazem trabalho que tem afinidade com o nosso.

Temos alguns tipos específicos de parcerias.

Afiliação/comissão

Quando o profissional tem um serviço (cursos, infoprodutos…) e você ganha uma comissão para divulgá-lo.

Se for um curso online, por exemplo, algumas plataformas já fazem esse tramite (como a Hotmart, por exemplo).

Você utiliza um link específico para divulgar a página de vendas do profissional e se houver vendas, tem como saber que foi através do seu link. Isso é legal para divulgar um curso que você apoia e acredita como também ganhar um dinheirinho extra.

Esse tipo de parceria pode ser entre psicólogos ou entre nós psicólogos e outros profissionais. Mas é preciso alinhar se esse curso tem a ver com você e com o que você acredita, ein? O mesmo para quem está promovendo o curso.

Criação de serviços/eventos

Acontece quando duas ou mais pessoas decidem criar um projeto juntas (cursos, rodas de conversa, etc)

É preciso estar alinhado sempre. Definir custos e lucros de uma maneira transparente. Esse tipo de parceria pode ser mais pontual ou de longo prazo (como algum curso que aconteça todo mês ou todo semestre).

Essa parceria é vantajosa por gerar lucro, mas também para gerar que um divulgue o outro. Assim ajudando a serem mais reconhecidos como crescerem as redes sociais também.

Indicação de pacientes

Esse é o mais comum e muitas vezes acontece sem uma conversa prévia. Você acaba passando alguns pacientes para o seu colega e em forma de agradecimento ele também lembra de você quando surgirem demandas que ele não possa atender. Isso pode ser entre psicólogos como com outros profissionais. Se esse tipo de parceria puder ser mais formalizado e discutido, melhor ainda. Assim, cada um sabe o que esperar do outro.

Permuta

Nesse caso, você tem um serviço ou produto que pode trocar com algum tipo de serviço ou produto para a outra pessoa. Aqui é importante levar em consideração o quanto vale cada serviço para que seja possível fazer um pareamento e que ambos saiam com mais ou menos o mesmo valor do que ofereceram.

Lembra da reciprocidade aqui, ein! É preciso que ambos saiam satisfeitos.

Como montar uma parceria de sucesso?

Podemos estabelecer parcerias com instituições, com psicólogos e outros profissionais. Não importa se é um amigo, um familiar… investir tempo preparando a sua ideia e sua apresentação é super importante!

Avalie se você levou em consideração estes elementos na hora de preparar sua proposta.

Clareza na proposta

O que você almeja alcançar com essa parceria? O que você deseja contribuir com a outra pessoa? Tudo isso precisa estar claro tanto na sua estratégia quanto na comunicação com o possível parceiro.

Isso pode ser dito verbalmente ou por escrito. Eu acredito que quanto mais profissional for essa apresentação, melhor. Então por escrito é interessante pois a pessoa pode analisar com calma as possíveis vantagens de estar nessa junto com você.

Imagina se você chegar com um tablete ou um notebook e mostra a proposta de parceria toda com a sua identidade visual e com introdução falando sobre você e sobre sua trajetória, desenvolvimento com a proposta do projeto e conclusão com uma chamada/convite para que a pessoa tope essa aventura com você.

A pessoa no mínimo vai admirar seu planejamento e organização, ein!

Autoconfiança

Na hora de mostrar sua proposta, lembre-se de realmente acreditar naquilo que você propõe. Lembra-se do seu propósito em seu trabalho e essência de quem você é. Lembre-se dos seus valores que te acompanham aonde você for.

A outra pessoa precisa sentir que pode confiar em você e que sua ideia faz mesmo diferença. Então minha sugestão é que você coloque em algum papel por escrito o valor e benefícios que essa sua ideia pode trazer para você, para o parceiro e para a sociedade.

Credibilidade

Para que uma pessoa tenha interesse em firmar um compromisso/parceria com você, é importante que ela sinta que pode confiar.

Apenas dar o seu cartão visita, provavelmente não vai fazer com que a pessoa tope a parceria.

Pensa pelo outro lado, se alguém chegasse com uma proposta para você, no mínimo você iria dar uma olhada no que essa pessoa está produzindo pela internet a fora. Para entender sua reputação e entender se o trabalho dessa pessoa conversa com o seu, certo?

Logo construir sua credibilidade é muito importante. Você pode caprichar na construção de conteúdos para redes sociais, palestras, encontros gratuitos, ter um site bem estruturado com informações claras, uma rede social interessante e uma boa apresentação de si pode ajudar e muito a passar essa credibilidade.

Seja verdadeiro

Tentar ser alguém que a gente não é, costuma dar bem errado. O quanto mais autêntico você puder ser tanto no documento da sua proposta quanto na apresentação de si ao vivo, melhor. Procure ser o mais coerente possível consigo.

E se não der certo?

Tire um tempo para conversar e imaginar o que pode acontecer caso a parceria acabe. É importante também pensar nesse lado.

Como vocês podem facilitar a finalização dessa parceria para que fique bom para ambos? Como sair dela sem brigar?

Coloque na ponta do papel todos os elementos: o que acontece se der errado, quais são as responsabilidades de cada um, o que cada um vai ganhar….

E quando alguém te propõe uma parceria? Como identificar se ela é uma cilada?

“Não era amor… era cilada!”

Você talvez já tenha entrado em contato com pessoas que não tinham muito a ver com você. Seja na faculdade, nos trabalhos em grupos ou mesmo já atuando no seu ambiente de trabalho com parcerias. Isso talvez tenha gerado momentos chatos, de afastamento e de desistência de projetos em comum.

Se você já passou por algo assim, certamente aprendeu com esta parceria-cilada e vai se identificar com este tópico. E se nunca passou por isso, desejo que nunca passe mesmo, pois não é uma experiência muito legal, mas você pode se prevenir com estas dicas…

Analise se realmente é uma via de mão dupla

Parcerias são uma vida de mão dupla. Isso significa que todos precisam sair ganhando. E precisa fazer parte da sua estratégia também. Então sair topando tudo sem analisar pode ser perigoso para você.

Lembre-se que nem toda parceria precisa ser meio a meio. Pode ser que uma pessoa saia ganhando um pouco a mais. Mas se você tiver isso claro e fizer parte da estratégia, está valendo!

Pessoas que entram em parcerias ganha-ganha saem confiantes de que foram beneficiadas com aquele encontro, que levam algo daquela experiência.

Pesquise bem a empresa ou parceiro

Precisamos nos responsabilizar pelas nossas escolhas. Se você escolhe uma empresa ou profissional para ser seu parceiro, precisa realmente investigar seu passado, suas ideias e valores.

Se meter em parcerias furadas significa que você não pesquisou e nem analisou bem a proposta e o possível parceiro. Essa parte não é para te deixar triste, mas sim para te alertar da importância de não topar qualquer parada.

Se você não se mexer e ir atrás de pessoas que compartilham de ideias similares a sua, possivelmente essa parceria pode dar errado e você vai ficar bem frustrado.

Então fique atento e não economize em perguntas e pesquisas, ok?

Uma boa pergunta a se fazer é: “Como essa empresa ou pessoa se expressa, o que ela fala? O que fala e faz está congruente? Se sim, é congruente também comigo e com meu trabalho?”

Intuição faz parte

Sentiu um “negócio” ruim? Sentiu que estão querendo se aproveitar de você?

Cai fora que é cilada.

Como já dito por aqui antes, a gente nem sempre se escuta. E quando nos sentimos incomodados também temos receio de abrir o jogo para o outro. Então se sua intuição diz que esta parceria não vai ser bem de ganha-ganha, melhor repensar.

Se você sente lá no fundo que a parceria está desequilibrada, fique atento.

Alinhamento de valores

Precisamos compreender nossos valores para entender o que faz sentido para a gente. Se você é uma pessoa que ama a liberdade, entrar em uma parceria que te sufoca ou que te atrapalha mais do que ajuda, que joga tudo para você fazer… isso pode ser um fator de estresse e de futuras brigas.

Reconhecer seus limites e o seu estilo, faz todo sentido quando a gente pensa em parcerias. Essa outra pessoa precisa também compartilhar ideias e objetivos em comum, mesmo sendo uma pessoa de gostos diferentes e que se comunica diferente de você, mas se os valores e objetivos estiverem alinhados, possivelmente a coisa vai fluir mesmo com estas diferenças.

Analise se o potencial parceiro tem clareza dos objetivos dele

Às vezes a gente recebe umas propostas meio esquisitas… Tipo quando a pessoa não soube bem explicar qual seria o objetivo com a proposta da parceria. A gente até faz perguntas, mas a pessoa realmente não se preparou antes de ir conversar com você.

Isso é um sinal que me deixa bem alerta…

Quando isso acontecer faça perguntas claras como: Qual é o seu objetivo com esta parceria? O que você acha que eu posso contribuir com você? Como você acredita que pode me auxiliar também?

Não tenha medo ou vergonha. Entrar em uma parceria significa colocar o seu selo de aprovação também. Da mesma forma quando indicamos outros profissionais (esse é um tipo de parceria também como vimos lá me cima).

É o seu nome e imagem que estão em jogo. Preste atenção na fala, na mensagem e na marca da empresa ou do profissional.


É possível ter parcerias incríveis com outros psicólogos e com outros profissionais, mas devemos ter em mente a nossa estratégia e objetivos do momento. Compartilha esse conteúdo com aquele colega psi que está pensando em elaborar uma parceria e depois me conta o que você achou!

Ana Cecília Coelho

Ana Cecília Coelho

Psicóloga Clínica

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