Muita ideia, pouca concretização

Tenho tantas ideias que me perco, como tirar do papel…

Normalmente chegando o final da semana, tenho me dedicado para responder algumas perguntas da caixinha no instagram e aprofundar um pouco mais por aqui e pelo canal do telegram.

Essa semana chegou para mim, essa questão acima. Um dificuldade tão comum: a de concretizar. Para muitas de nós, planejar, ter ideias é até fácil, mas executar, colocar para frente já não é tão simples assim.

Nesse artigo, quando falo sobre as ideias trago elas tanto como projetos como conhecimento em si. Quantas pessoas eu já acompanhei em Mentoria que eram super estudiosas, com mestrado, bastante dedicadas, mas que não conseguiam colocar esse conteúdo para fora? Já conheceu alguém assim?

Possíveis razões desse travamento

Dificuldade em escolher e renunciar. Sempre que escolhemos, vamos renunciar algo. Apesar da gente saber disso, na hora da tomada de decisão, muitas vezes, a gente não faz essa avaliação mais profunda. Além disso, a dificuldade em escolher, pode ser um padrão que vem lá da infância e das nossas primeiras relações. Sempre que vem uma ideia nova, é importante refletir o que abrimos mão quando escolhemos ela e se estamos mesmo dispostas a abrir mão disso.

Se prender a empolgação dos início. Iniciar é um movimento muito gostoso. A gente se empolga, estrutura, idealiza… mas as vezes a gente esquece da importância da manutenção dessa ideia e projeto. Até porque lidar com a parte mais burocrática, costuma ser mais trabalhoso, chato… Outro aspecto é que nesse movimento de empolgação, podem surgir novas ideias e a gente já pula para outra… sem dar o tempo para amadurecimento daquela ideia inicial.

Necessidade de controle. Nada é garantido, a gente sabe…. Mas quantas vezes tentamos planejar e deixar tudo perfeito. Para algumas pessoas, esse movimento tem muito mais a ver com uma fuga, uma insegurança que precisa ser olhada. Planejar em excesso muitas vezes dificulta mais do que ajuda de fato. Até porque a gente coloca muita energia em organizar e planejar e acaba não sobrando energia para executar. Faz sentido?

O que fazer? Algumas ideias

Autoconhecimento: Esse ponto pode estar um pouco banalizado, pois muitas pessoas tem falado dele sem contexto, fazendo com que ele perca sua força. Mas trago aqui o autoconhecimento como uma conexão profunda consigo para compreender o que faz sentido, o que é importante para você.

Quando mergulhamos nesses pontos, também nos perguntamos quais são minhas necessidades e assim é possível avaliar que ideias atendem suas necessidades. Ale´m disso, buscar nosso autoconhecimento significa se apropriar das suas bases, suas raizes para que possa gerar mais segurança. Isso tem a ver com os ensinamentos que sua família te passou, habilidades que você conquistou ao longo dos anos e etc. Quando trabalhamos esses pontos conseguimos mais facilmente acessar esse pensamento: “Eu tenho tudo o que eu preciso, caso dê algo errado. Vou continuar seguindo.”

Reconhecer que a concretização nos move para frente: Nosso grande objetivo como empreendedoras é fazer com que nosso negócio evolua e consequentemente a gente também. Evoluir significa dar passos para frente, superar desafios e continuar a nadar. Para isso, é preciso movimentos de definição e responsabilidade com nossas escolhas. Essa é a verdadeira postura adulta: “Se deu errado, ok… vou acolher as consequências e sigo em frente com os aprendizados dessa experiência.”

Rotina que facilite esses movimentos: Rotina não é para ser algo limitante, chato e sim uma estrutura que nos ajuda a realizar mais do que faz sentido pra gente. Você pode fazer isso com planners, agendas, online, do jeito que facilitar sua vida. Quanto mais projetos temos, mais precisamos colocar nossos compromissos no papel para que a gente possa dar prioridade para cada coisa.

Conclusão

Para finalizar, se pergunte: O que eu tenho para oferecer para o mundo e como eu posso fazer isso da maneira mais fluída possível? Como eu posso fazer isso com o que eu tenho em mãos?

Finalizo com essa reflexão e deixo também uma indicação no telegrama para vocês continuarem as reflexões. Acesse aqui.

Um abraço e até breve!

Ana Cecília Coelho

Ana Cecília Coelho

Mentora e psicóloga
Romae