Blog

Desconectar para se conectar: 3 dicas práticas

05/06/2019

A internet não desliga, mas precisamos aprender a nos desconectar. Confira algumas reflexões que tive nessas últimas semanas e 3 dicas que tem me ajudado MUITO na minha rotina mais criativa e slow. Depois me conta o que você achou, certo?


 

Você já sentiu alguma vez um cansaço ou ansiedade ao longo do dia que aparentemente não tem uma causa específica? Então era assim que estava me sentindo alguns dias atrás…

Eu levantava e iniciava minha jornada de trabalho e produção de conteúdo sem respeitar meu tempo de despertar, minha fome ou qualquer outra necessidade. Eu ligava o computador e começava a produzir… Afinal, compreendo que criar conteúdo, alimentar as redes sociais e mostrar o meu trabalho são aspectos importantes para o crescimento da minha carreira. Pelo menos estava sendo assim.

Até que, cansada, sem ver tanto retorno de interações e me sentindo mesmo sobrecarregada com as atividades diversas que exerço, percebi que era melhor dar uma pausa. Ou quem sabe até rever a maneira como eu estava conduzindo a minha rotina de trabalho.

Além da Revire, também atuo como psicóloga clínica, o que demanda bastante leitura, supervisão e reflexões de intervenções. Além disso, faço especialização – que também requer muito estudo.

Ou seja: é impossível dar conta real oficial.

Fora o trabalho, a gente também tem a vida pessoal, o ócio criativo, as leituras aleatórias, aquela série para se colocar em dia, o café com a amiga remarcado algumas vezes, o não fazer nada mesmo… Tudo isso estava ficando de lado, em detrimento de “manter as redes sociais alimentadas”.

A verdade é que eu sempre defendi o uso das redes sociais como um potencializador da nossa carreira. Aqui no site, vocês encontram textos onde falo bastante sobre isso. Porém chegou um ponto que levei isso a sério demais. E como uma pessoa bem comprometida que sou, fui aguentando até onde dava. Mas realmente não estava me fazendo bem. Então decidi mudar. 🙂

Maneiras de desconectar

Antes de continuarmos, você precisa saber algumas coisas sobre mim.

Estou sempre vendo o que as pessoas que me inspiram estão compartilhando. Tenho um pensamento acelerado, gosto de fazer várias coisas ao mesmo tempo e sempre abro mil janelas no computador.

O que isso gera? Ansiedade, claro, porque não dou conta de ver tudo, ler tudo e me inteirar sobre tudo o que acontece na internet e nas redes sociais.

Então, quando decidi mudar alguns hábitos, sabia que seria difícil, pois entendo qual é o meu padrão e por que sou assim (muita terapia, viu?). Mas só entender os motivos nem sempre faz a gente mudar completamente.

Foi necessário dar uma basta e mudar algumas coisinhas. Eu queria (e ainda quero) produzir menos, mas produzir melhor, otimizar o tempo que tenho, respeitando os meus limites.

Veja a seguir a lista de atitudes que estou implementando na minha rotina:

1. Acordar sem Instagram e WhatsApp

Essa foi a primeira medida que eu resolvi tomar. Utilizo o celular como despertador, como a grande maioria. Isso é um perigo, mas a partir do momento em que eu decidi apenas desligar o alarme e deixar o celular lá, consegui parar de acessar as redes sociais logo que acordo.

Essa atitude me fazia muito mal… Já acordar e ver várias notificações, ver o movimento de várias pessoas… Claro que isso gera um mal-estar. Uma sensação de que eu estou atrasada, que deveria estar produzindo também. (Nada a ver, né… mas acontecia).

Como foi tão bom essa atitude. Facilitou o desconectar que eu tanto queria. Comecei a pegar o celular só no final da manhã. Esse foi o passo 1 e recomendo demais para você.

2. Café da manhã prático e nutritivo + leitura

Não sou uma pessoa que gosta muito de cozinhar, mas compreendi que, se eu não me alimentar bem de manhã, eu me torno a pessoa mais chata e improdutiva possível.

Não entendo muito de nutrição, mas já tive acompanhamento com nutricionistas e fiz várias dietas. Ao invés de marcar uma nova consulta, pagar pelo serviço e ainda ter de comprar uma lista de alimentos nem sempre tão acessíveis, eu decidi montar o meu próprio cardápio com alimentos que sei que são bons para mim (autoconhecimento das dietas antigas).

Meu objetivo não era o de emagrecer ou trocar gordura por massa magra. O que eu queria mesmo era ficar bem durante a manhã para poder focar nas coisas importantes para mim, simples assim.

Vale ressaltar que eu só teria duas opções para cada refeição, facilitando, assim, as compras e meu tempo. Como só tinha duas opções para café da manhã, por exemplo, era fácil decidir.

Para que possamos construir um hábito funcional, precisamos diminuir a quantidade de esforço necessário para praticar esse hábito. Para desconstruir um hábito disfuncional, você precisa aumentar a quantidade de energia necessária para realizar esse hábito.

Daí jogo para você essas reflexões: Será que sua alimentação está bacana? Será que isso não tem afetado o seu bem-estar e até mesmo a sua produtividade?

Após ou durante o café da manhã, eu poderia muito bem olhar o celular, mas decidi prolongar ainda mais esse tempo off. Então faço uma leitura sobre algo interessante ou mesmo sobre algum material da especialização. Costumo ficar entre 30 e 40 minutos lendo. E o celular lá longe…

Focando na minha alimentação, tive que me desconectar do restante.

3. Atividade física no meu melhor horário

Entendo a academia como uma preparação muscular e aeróbica para minha velhice. Sim, sou dessas que se prepara em longo prazo. Assim, tenho o grande objetivo de ser uma velhinha superativa (risos).

Antes dessas mudanças, eu procurava ir para academia após o almoço, porque haveria poucas pessoas e seria mais ágil. Porém “um belo dia resolvi mudar” e comecei a ir pela manhã. Fui me observando e percebi que meu corpo estava mais preparado para esse tipo de atividade nesse horário do que à tarde. Mesmo com a academia mais cheia, eu rendia mais e me sentia muito melhor para chegar em casa e começar a jornada de trabalho.

Entendo que nem todo mundo tem esse privilégio de separar uma boa parte da manhã para fazer as coisas com calma assim. O fato de eu não ter filhos certamente me ajuda nesse sentido, mas podemos fazer pequenos ajustes sempre.

No meu caso, foi importante fazer durante a manhã, mas pode ser que sua rotina seja mais noturna e você se sinta mais produtivo nesse período.

O que você pode rever a partir dessas sugestões? O que mais poderia mudar para melhorar a qualidade do seu tempo? Como você pode desconectar para ter mais qualidade de vida e produzir melhor? Quanto tempo e energia você quer dedicar para as redes sociais (pensando no pessoal e no profissional)?

Para finalizar, te recomendo muito este texto da Gabriela Brasil. Ele justamente trata da importância dessa auto-observação do que funciona para você.


Espero que esse conteúdo tenha lhe ajudado a desconectar para se conectar com o que é mais importante! Se você gostou, compartilhe com seus amigos! 🙂

Ana Cecília Coelho

Ana Cecília Coelho

Psicóloga Clínica

CONTEÚDOS EXCLUSIVOS

Receba nossos textos por e-mail com reflexões, insights e dicas para a carreira do Psicólogo.

Romae