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Como ter coragem e se mostrar profissionalmente?

31/07/2018
Você se sente inseguro e tem medo de falar do seu trabalho seja online ou presencialmente? Leia este artigo e entenda porque você deve olhar mais para si e procurar mudar essa visão.

Talvez você conheça a Brené Brown. Ela é pesquisadora e autora do livro A coragem de ser imperfeito. Com suas pesquisas, Brené, descobriu que o que todos nós buscamos é conexão com outras pessoas. Porém no meio desse caminho existe uma palavrinha cheia de peso: Vergonha.

Vergonha:

A vergonha nada mais é do que o medo de se mostrar, medo que o outro possa te ver. Ela está presente em nossa vida desde novos.

Quando vamos fazer uma amizade nova, quando temos que apresentar algo na faculdade, quando a intimidade vai crescendo dentro de uma relação e claro, quando precisamos mostrar o nosso trabalho para o mundo.

Coragem para crescer dentro da profissão, coragem para se mostrar, coragem para falar a sua verdade para o mundo.

Vulnerabilidade:

Quando apresentamos às pessoas tudo aquilo que estudamos, que conhecemos e que trazemos de bagagem, nos sentimos muitas vezes vulneráveis. Afinal de contas, quem olhar meu trabalho nas redes sociais pode tirar as conclusões que quiser.

“Tá muito feio…”

“Como ela tem falta de criatividade”

“Poderia escrever melhor…”

e por aí vai.

Então se sentir vulnerável nesse momento de exposição é completamente natural. Porém quando nos sentimos dessa maneira e a vergonha vai se instalando em nosso modo de pensar, ficamos desmotivados.

“Melhor não fazer, pois posso errar e parecer ridícula…”

Aprendizado:

Trago uma citação do livro de Brené: “Quando errar não é uma opção, não existe aprendizado, criatividade ou inovação.”

Claro que temos essa noção quando pensamos no desenvolvimento de crianças, quando pensamos em desenvolver pessoas…, mas quando se trata da nossa própria exposição e da nossa carreira, muitos psicólogos travam nesse aspecto. Acredito que essa vergonha e vulnerabilidade faz com que não sejamos muito de arriscar. Então preferimos ficar na zona de conforto, não fazer vídeos, não expor uma opinião muito pessoal, não colocar seu rosto na foto do perfil…

Nas pesquisas de Brené, ficou perceptível que as pessoas que entendiam e tinham senso de pertencimento e merecimento, acreditavam que realmente mereciam essa conexão que falamos no início do texto. Elas acreditavam que mereciam amor.

Essas pessoas apresentavam pontos específicos em comum:

  • Coragem de ser imperfeitos
  • Compaixão consigo mesmo
  • Conexão consigo (autenticidade)
  • Vulnerabilidade (aceitação do não controle)

Como andam esses aspectos na sua vida? Como você tem cultivado sua coragem? E como tem lidado com as suas vulnerabilidades?

Olhe para si:

As redes sociais são muito cruéis no sentido que é difícil errar, é difícil estar imperfeito nesse meio. Então acabamos nos cobrando cada vez mais. Seja em uma apresentação, eventos, nas redes sociais, na aparência.

Tire um tempo e perceba onde você tem tentando “compensar” sua vulnerabilidade. Eu mesma notei uma ação desnecessária, mas que gritava: “Preciso que todos gostem. Precisa estar perfeito”

Elaborando as apresentações das palestras que ofereço em Fortaleza, me vi colocando vários e vários slides. Repetindo assuntos para que ficasse claro o que eu queria dizer. Colocando imagens lindas para encher de mais beleza e favorecer que todos gostassem.

A verdade é que foi preciso algumas pessoas me apontarem que tinha slides demais, que tinha informação demais para que eu notasse que por de trás dessa ação tinha um MEDO que vissem IMPERFEIÇÕES no meu trabalho.

Percebe como se mostra de forma sutil nossa vulnerabilidade e nossa dificuldade em aceitá-la?

Claro que tudo isso é um processo. Ter coragem não é algo que nasce do dia para a noite. Aceitar as imperfeições muito menos. Então espero que com esse texto você tenha conseguido se atentar a estas questões e busque se observar mais. Te deixo essa pergunta para que possa iniciar essas reflexões:

O que você está deixando para trás quando não tem coragem de se mostrar para o mundo?


Fez sentido? Esse artigo te ajudou de alguma forma? Então compartilha com seus colegas e nos vemos na próxima. 🙂
Ana Cecília Coelho

Ana Cecília Coelho

Psicóloga Clínica

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