O problema do atendimento social

“Estou insatisfeita com minha atuação profissional, faço muitos atendimentos sociais e o particular não chega”

Essa foi uma questão que chegou na caixinha de perguntas lá do Instagram, a nossa sessão destrava gratuita e também apareceu no encerramento da jornada do terapeuta iniciante.

Termo atendimento social como sinônimo de preço barato. Quem quer ser um profissional reconhecido pelo preço?

Situações comuns

Pessoas pedindo desconto e insistindo nisso, pessoas achando ruim a “falta de flexibilização”, pessoas querendo ditar quanto elas querem pagar e quanto o profissional deveria cobrar.

Eu sei que isso traz na gente uma sensação de desvalorização, de frustração em meio a tantos investimentos que a gente faz na nossa carreira e no nosso negócio.

Não é problema fazer atendimento social

Contanto que você estipule regras e preços que não te prejudiquem e que não prejudiquem sua relação com o cliente no futuro. Quantas vezes eu já dei desconto e no meio do processo o cliente não engaja, não valoriza ou mesmo abandona o processo e me trazia sensação ruins. O dar desconto ou fazer o valor social não pode ser baseado na vontade de não perder cliente. Precisa realmente ser por um propósito maior que se encaixa na sua estratégia, a relação muda totalmente, percebem?

Como também não é problema não querer fazer o atendimento social

Isso não te faz um profissional menos humano. Reflita se de fato você tem interesse e condições de oferecer um serviço assim. Se não fizer sentido, continue suas ações normalmente e não se apegue ao fato de outros colegas estarem fazendo descontos e movimentos dessa forma. Siga seu caminho.

Quando falamos de um negócio que precisa sustentação para continuar existindo (e uma das formas é tendo lucro), é preciso delimitar algumas regras, ter clareza das escolhas feitas para que possamos nos posicionar.

Se lembre que você é protagonista da sua vida profissional. Você é quem decide como você vai conduzir.

Ação prática

Tira um tempinho hoje para ter um olhar mais macro sobre seu negócio.

  • O que precisa de ajustes?
  • Como você está se posicionando em relação ao financeiro e seus clientes?
  • Qual é o sentimento-base dessa relação? Medo? Insegurança? Receio de desagradar? Vontade de acolher todo mundo esquecendo de suas próprias necessidades?
  • Onde esses padrões te acompanham na sua vida como um todo?

Convida esses sentimentos para uma conversa sincera e faz novos acordos consigo mesma a partir dessa reflexão. Lembre-se que: Se posicionar na vida ajuda a gente a se posicionar também diante do nosso negócio e clientes.

Para mais reflexões como essa, acesso o meu canal do telegram, um espaço bem especial. Um abraço!

Ana Cecília Coelho

Ana Cecília Coelho

Mentora e psicóloga
Romae