Formas de encaixar a psicoterapia no seu orçamento

Esse conteúdo tem como objetivo te ajudar a compreender o investimento no processo de psicoterapia e também construir estratégias para encaixá-lo no seu orçamento. Vamos começar pensando sobre…

Por que os psicólogos cobram o que cobram pelos atendimentos?

Nós, psicólogas, costumamos elaborar os preços dos nossos serviços com base em alguns aspectos como:

  • A tabela de referência do nosso conselho federal (disponível: site.cfp.org.br)
  • Os custos operacionais que são aqueles de manutenção e administração do negócio. Ou seja, são os custos para os atendimentos serem realizados como internet, espaço, aluguel, energia, etc.
  • A anuidade do conselho regional de psicologia
  • Os impostos em cima dos recibos ou notas fiscais emitidas
  • Nosso próprio custo de vida e despesas pessoais
  • Tempo de atuação e bagagem que foi sendo construída ao longo desse período (horas de estudos, materiais, formação, supervisão e a nossa própria psicoterapia)

Com base em nesses elementos, os profissionais podem estabelecer preços diversos e que podem variar também de acordo com a cidade e a região de atendimento.

O que é caro para você?

Essa resposta pode variar muito de acordo com a condição de vida e recursos de cada um. Infelizmente nem todos nós temos as mesmas possibilidades financeiras. Além disso, o que é prioridade para uns não é prioridade para outros e quanto mais enxergamos o valor naquilo que vamos investir, mais nós tendemos a achar que o valor é viável ou até “barato” comparado aos ganhos. Então o que é caro é relativo para cada pessoa.

Mas pensando nas pessoas que tem interesse no processo de psicoterapia e na gama de profissionais capacitados que podem oferecer esse serviço, já compreendemos que para cada realidade existem profissionais que cobram diversos valores.

Alguns tem valores diferenciados para um determinado público como estudantes de faculdade pública, por exemplo. Os atendimentos nas clínicas-escola nas faculdades também são uma opção mais acessível na questão do preço… Mas talvez você já saiba de tudo isso.

Mas até mais importante que o preço que o profissional cobra, é preciso fazer essa reflexão:

Até que ponto sua realidade não te permite encaixar a psicoterapia particular na sua vida financeira ou simplesmente não existe prioridade e organização para que isso aconteça?

Bom, talvez seja mais difícil compreender e aceitar o valor que a profissional te propõe, pelo próprio carácter do serviço. Não trabalhamos com produtos ou algo material. Trabalhamos com a subjetividade, com o intangível. Os efeitos do processo vêm com o tempo. E para pessoas mais ansiosas pode ser complicado compreender esse carácter do serviço.

Entretanto, é inegável o quanto a nossa saúde mental e a qualidade das nossas relações afetam todas as áreas da nossa vida, nossa produtividade e a vida que construímos.

Para aqueles que não tem conseguido priorizar esse investimento, vale a reflexão:

“O quanto estou preparado para esse processo? O quanto de desejo de mudança eu tenho de fato?”

“Como pretendo fazer bom uso desse momento, caso eu invista? ”

“O que é extremamente importante na minha decisão pela profissional que vai me acompanhar? Ou como posso fazer essa escolha sentindo que de fato estou fazendo um bom investimento?”

Para que aqueles que tem interesse no processo, estão com a vida financeira desorganizada, trago algumas ideias:

1. Marque um encontro com você mesmo. Faça uma bebida gostosa e tire um tempo para realizar uma boa análise de todos os gastos que tem tido nos últimos meses. Reflita o que de fato é importante e o que não tem te acrescentando tanto. O que é possível eliminar ou reduzir para que possa sobrar um valor mensal?

2. Faça uma pesquisa com os profissionais que você se identifica e, mais do que o preço, perceba o valor dessa primeira conversa. O profissional consegue te responder com paciência? Tirou todas as suas dúvidas? Explicou sobre sua abordagem e modo de conduzir o processo? Você se sentiu à vontade?

3. Se ainda assim não for possível investir no atendimento individual, você pode procurar psis que trabalhem com grupos ou vivências terapêuticas. Por ser em grupo, muitas vezes, o valor fica mais acessível.

E pra fechar

O dinheiro é uma ferramenta para facilitar as trocas entre adultos. E as trocas entre adultos funcionam assim: O profissional tem um conhecimento e recursos que são úteis para você. E você paga com dinheiros por essa escuta e pontuações diferenciadas, que não existem no seu dia a dia.

Espero que esse conteúdo te ajude a perceber o quanto é valioso esse processo e quanta dedicação é colocada nesse processo.

Ana Cecília Coelho

Ana Cecília Coelho

Mentora e psicóloga
Romae