Ser perfeccionista não compensa

“Sinto que o perfeccionismo me paralisa…”

Essa é uma questão que nem sempre chega tão direta assim nas caixinhas de pergunta ou mesmo nas mentorias, mas é algo que quando desenvolvemos melhor o assunto, dá para notar que o perfeccionismo tem um peso naquele travamento profissional.

O perfeccionismo é aquele nosso desejo de criarmos coisas tão maravilhosas na vida real como elas são em nossa cabeça. Por si só, poderíamos encarar como desejar fazer as coisas com excelência. Nada de errado, certo?

Mas tentar deixar tudo perfeito da mesma forma que está em nossa cabeça trás diversos efeitos colaterais.

Ansiedade, tensão, dores no corpo, inquietação, dificuldade em pensar com clareza, respiração acelerada, comparações que não ajuda em nada…. entre tantas questões. É por isso que ele não compensa.

Não somos robôs

É impossível agirmos como se fossemos robôs que trabalham em sua capacidade e potencial máximo todos os dias.

Penso que isso vem muito dessa ideia de que só tem valor quem produz, só é bem sucedido quem dá o máximo de si. Eu fico me perguntando até que ponto e qual o custo disso?

Você gasta muita energia para ver os mínimos detalhes e na hora de executar de fato, cadê o gás? Cadê a vontade? Na hora de mostrar para o que veio, se mostrar… cadê a coragem? Foi tanto tempo organizando e planejando que não sobra energia para alimentar a coragem de se lançar.

E aí a agente entra naquele velho ciclo: exaustão, frustração, vontade de desistir, sensação de que não compensou fazer esses movimentos, comparação com quem conseguiu se lançar….

Será que isso tem ligação com o cansaço que estamos vivenciando?

E aí eu pego o gancho da questão que sempre surgem de que estamos cansadas no meio online, que estamos cansadas de ter que produzir conteúdo… mas muitas vezes, quem coloca essa pressão somos nós mesmas.

Aí claro que a sensação é de saco cheio. Afinal sua cabeça está mesmo pesada de tantos pensamentos: “e se der errado?”, “preciso fazer mais um curso, vou melhorar os materiais para lançar”, “a identidade visual poderia estar mais alinhada…”.

A gente já sabe que esse movimento não se sustenta.

Por onde começar?

O primeiro passo é para de reclamar das plataformas, dos seguidores…. e voltar o olhar para si. De onde vem esse padrão? Que ajustes precisam ser feitos? O que você precisa trabalhar internamente?

A gente vai melhorando no caminho. Nada vai superar nossas idealizações.

Coloca mais de si em cada detalhe, isso faz de você uma profissional engajada, mas não esquece de reconhecer o potencial que você já carrega consigo. Não esquece de dar mais um passo e mais um passo.

Chama o perfeccionismo e insegurança para conversar. Não precisa querer excluir isso da sua vida, eliminar, mas aprenda a conviver e se movimentar apesar dessas questões.

Finalizo com a frase que postei agora a pouco lá no instagram: “A vida não nos pede perfeição. Não exige um estado constante de coragem, de confiança e segurança de si. Simplesmente nos pede que a gente continue aparecendo.”

Um abraço e até breve!

Ana Cecília Coelho

Ana Cecília Coelho

Mentora e psicóloga
Romae