A questão do engajamento nas redes sociais

Queria ter mais engajamento no instagram

Essa questão vira e mexe aparece nas mentorias que eu ofereço. Ela me fez refletir sobre nossos movimentos presenciais como eventos, palestras ou rodas de conversa. Nessas situações, normalmente, vinham de 10, 15, 20 pessoas… às vezes mais, as vezes menos. Mas não existia uma preocupação tão forte como as que temos hoje com as redes sociais.

Hoje, muitas pessoas, consideram ter 10 pessoas em uma live algo ruim. Consideram não ter um número X de seguidores como sinônimo de falta de crescimento profissional. Isso já aconteceu com você?

As redes sociais nos ajudam a propagar mais facilmente nossos movimentos, mas toda essa facilidade e agilidade também contribui para que a gente foque em ter sempre mais e mais. Se 10 pessoas viram seus stories, amanhã você já tem a meta de conseguir mais… se vier menos pessoas, vem logo aquele sentimento de fracasso terrível. E pior… Vem uma dúvida sobre o que a gente fez tava bom ou não e consequentemente se somos boas ou não.

Outra questão complicada em focar no engajamento e nesse único foco, é que esquecemos de valorizar aquelas pessoas que já estão com a gente e que já nos acompanham. Aquelas 10 que nos acompanharam ainda são pessoas importantes.

Por que precisamos de mais e mais?

Isso não seria uma consequência de um trabalho bem feito, o resultado final? Por que precisamos agora aprender várias formas de gerar mais engajamento? Quanta pressão, né… E o pior é que as vezes a gente precisa mudar o nosso jeito de ser e de falar para pode se encaixar nisso.

Deixo aqui uma reflexão para você e para mim: O que é resultado para a gente? Como fazemos essa avaliação? O resultado final não precisa ser o único motivo para continuar fazendo o que precisamos fazer.

Até porque idealizamos o resultado, mas nem sempre ele é o nosso ideal… Olha como abrimos espaço para a frustação.

A conexão deveria ser o nosso foco

Claro que queremos ter mais visibilidade para que nosso trabalho chegue em mais pessoas, mas as métricas não deveriam ser o nosso foco maior… e sim a conexão genuína. Isso tem a ver com:

  • Falar sobre seus serviços e projetos
  • Compartilhar coisas que você tem feito e que se conectam com seu trabalho ou com a sua estratégia de marca pessoal
  • Compartilhar coisas que você tem lido, visto, escutado
  • Fazer mais perguntas para compreender o momento e dificuldades que seu público está vivenciando
  • Respeitar nosso jeito de ser: Não fazer coisas que não gostamos ou falar de um determinado jeito só porque é o que gera mais visualização

A divulgação pode ser mais leve, mas é preciso rever nossa postura. Faz sentido?

Deixo no Lugar de abastecimento (meu canal no telegram), uma reflexão profunda para vocês colocarem em prática essa semana. Um abraço e bons alinhamentos!

Ana Cecília Coelho

Ana Cecília Coelho

Mentora e psicóloga
Romae