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“Muitas vezes não acredito em mim”. Como driblar a síndrome do impostor?

15/01/2019

Todos temos fraquezas e inseguranças, mas quando isso é muito constante você pode estar com a tal da síndrome do impostor… Vem conferir esse artigo que fala sobre medos e estratégias.


 

Na vida é preciso coragem. São vários obstáculos no caminho: conflitos pessoais, dificuldades econômicas, incertezas…

Apesar da grama do vizinho costumar ser mais verde, estamos todos passando por dificuldades e questionamentos em alguma área da vida. Todos mesmo. Alguns lidam melhor, outros nem tanto.

Mas como faz quando o nosso maior sabotador não são fatores externos (fáceis de serem identificados) e sim internos? Quando nós somos os nossos sabotadores?

Até hoje chega em mim aquele pensamento sorrateiro: “não vai dar certo, você não dá conta…” É, confesso que muitas vezes não acredito em mim.

Tá certo que várias vezes, essa dúvida vem de um alerta importante: “calma, ainda não dá para abraçar o mundo”.

Mas muitas outras situações é o velho medo da exposição que domina. Um medo sem real fundamento. E ele é tão danado que ele vem bem sorrateiro que a gente nem percebe. Quando vê, está tenso, com medo, se retraindo e buscando desculpas para não ir em frente.

Isso tudo se torna ainda mais difícil porque, nos bastidores, a gente sabe o quão difícil é mostrar nosso trabalho para o mundo, mas as redes sociais só mostram as vitórias e conquistas dos outros, né? Fica aquela sensação de que todo mundo está indo para frente e só a gente que não.

É de fato muita pressão… O medo do fracasso é grande, principalmente quando a gente está mostrando nosso trabalho para o mundo porque isso significa mostrar parte de nós mesmos.

A verdade é que no mundo real, só nós sabemos o quão difícil é ser valorizado e reconhecido profissionalmente e tudo o que precisamos fazer para alcançar esse reconhecimento. Exige esforço, trabalho diário e muito comprometimento em estudar e se renovar.

Venho te dizer que ninguém está imune da tal da síndrome do impostor.

De acordo com a International Journal of Behavioral Science, 70% de nós sofre com a sensação de ser uma completa fraude. É MUITA GENTE se sentindo mal consigo, duvidando de si!

Quando deixamos essa síndrome chegar e se apoderar das nossas ações, trazemos sofrimento para a vida e também ficamos na sombra com medo de falar e mostrar o que fazemos.

Percebe que com isso, todo mundo sai perdendo?

O outro perdeu a chance de conhecer uma pessoa apaixonada pela psicologia. Perdeu a chance de conhecer sobre psicoterapia e outros serviços de autoconhecimento incríveis.

Você perdeu porque não pode treinar sua apresentação, seu marketing. Perdeu a chance, claro, de ter um potencial cliente.

Pensando nisso trouxe aqui algumas sugestões que podem ajudar. Bom, pelo menos tem funcionado por aqui:

  1. Tenha um grupo ou pessoas que possam te apoiar e te lembrar que você é sim capaz. Pessoas que tragam mensagens positivas para sua vida. Que enxergar genuinamente algo de bom em você.
  2. Lembre-se que o seu foco é no seu cliente ou no seu aluno (caso você dê palestras e cursos). O seu foco não deve ser no seu medo, na sua insegurança. E sim nas pessoas que você pode ajudar. Na hora da dúvida, tire um momento para lembrar disso.
  3. Tenha um local (físico ou digital) onde você pode guardar comentários ou depoimentos de clientes que gostaram do seu trabalho. Eu mesma tenho um cantinho online onde eu denominei “canal da gratidão”. É lá que eu coloco todas as mensagens positivas que eu recebo. Quando eu estou meio para baixo, dou uma visitada no canal e meu dia e energias se renovam de alguma forma.

Fez sentido para você? Se sim, compartilha esse texto com outros colegas da profissão. 🙂

Ana Cecília Coelho

Ana Cecília Coelho

Psicóloga Clínica

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